Não tenho propriamente grande coisa contra a literatura de supermercado, cujas capas são quase indistinguíveis das caixas de detergente para a roupa, excepto quando a dita se dedica a insultar pessoas.
No caso deste artigo da Margarida Rebelo Pinto, aconselhava o Miguel Sousa Tavares a processar a dita por ofensas à mãe.
Reparem:
Foram as suas histórias infantis que me ensinaram, naquela idade em que só sabemos o que sentimos e por isso sabemos muito mais do que hoje, que a realidade e a ficção são a mesma coisa.
Aqui, por exemplo, acusa-se Sophia de causar esquizofrenia às crianças. Ninguém faz nada?
A fada Oriana, minha preferida, é uma história absolutamente exemplar. Não fossemos um país na perifeira da Europa com muito mais ilusão do que dimensão e os estúdios da Disney já cá tinham vindo comprar-nos a ideia.
Nunca obra de Sophia para infância foi tão difamada.
E vi, nos olhos azuis do meu filho, a mesma chama, a mesma paixão, o mesmo encanto que há trinta anos ela me despertara.
A poetisa é acusada de inspirar a literatura light e fomentar a futilidade.
Acredito, embora reconheça que neste crença não exista fundamento (e em qual é que existe?)
O niilismo da Margarida.