É muito provável que a primeira bola de “foot ball” tenha sido trazida de Inglaterra para o nosso país por membros da família Pinto Basto, dona da Vista Alegre. Mas o jogo democratizou-se rapidamente (...) e em emados do séc. XX verificamos que os mapas das concentrações industriais e futebolísticas do país se ajustam. O crescente poderia da Cintura Industrial de Lisboa repercute-se nos sucessos futebolísticos do Barreirense e da CUF...
O futebol era um divertimento barato, adequado a bolsas pobres. Jogava-se aos domingos à tarde, o único dia da semana livre de trabalho. Os sócios não pagavam para ir aos jogos. Os campos (...) dividiam-se em três classes – o peão (pé, as superiores (segunda classe, atrás das balizas) e as bancadas – todas com lugares expostos ao sol, ao vento e à chuva. Ia-se e vinha-se do futebol de transporte público. A Bola era uma “bíblia” que só podia andar debaixo do braço de gente que apenas vestia fato aos domingos – os que usavam gravata para ir trabalhar ou não liam ou não queriam que se soubesse que a liam. Gostar de futebol era “baixo”, coisa pouco própria e mal vista pelos intelectuais.
Os ídolos da bola, glorificados em pequenas biografias profusamente ilustradas numa colecção dirigida por Henrique Parreirão, eram heróis da classe operária e da pequena burguesia, com ascensão social limitada.
(...)
A estabilização económica e política do país lograda durante a década cavaquista (...) corrigiram este movimento... O novo quadro da I Divisão passou a representar menos a vitalidade económica das zonas e regiões onde os clubes se inseriam e mais a crescente importância do poder autárquico. (...)
A par desta mudança na infra-estrutura económica e na superestrutura política, assistimos a um lento mas seguro upgrade social e cultural do futebol, exponenciado pela explosão dos canais privados de televisão...
O futebol deixou de ser o jogo de domingo à tarde (...), passou a haver futebol à sexta à noite, ao sábado de tarde, ao sábado à noite, ao domingo à tarde, ao domingo à noite e à segunda à noite.
Ao inundarem-no de dinheiro, [as televisões] transformaram o futebol num negócio, os clubes deixaram de poder ser geridos por amadores, e foram obrigados a transformarem-se em sociedades anónimas, com impressionantes volumes de negócios anuais.
O resultado final de toda esta profunda transformação é a de que o futebol deixou de ser um espectáculo barato. Joga-se quase todos os dias em estádios modernos, com todos os lugares marcados e protegidos dos rigores dos elementos e em que as empresas compraram, ao preço de T5 dúplex com vistas para o mar, o direito de usar camarotes onde os seus convidados beberricam um copo de vinho branco, enquanto apreciam o jogo, jantam no intervalo e vêem na televisão as repetições dos golos e dos lances polémicos. (...) Passou a ser compatível ter o estatuto de intelectual e passear A Bola debaixo do braço.
Jorge Fiel, A caixa que mudou o futebol, revista UPorto
quero ver lances do futebol
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His life was gentle; and the elements So mixed in him, that Nature might stand up, And say to all the world, THIS WAS A MAN! trevor Brevity is the soul of wit.
Conversation should be pleasant without scurrility, witty without affectation, free without indecency, learned without conceitedness, novel without falsehood. vinnie It is a wise father that knows his own child.
This bud of love, by summer's ripening breath, May prove a beauteous flower when next we meet. chuck But, for my own part, it was Greek to me.
Like one Who having into truth, by telling of it, Made such a sinner of his memory, To credit his own lie. martha I must be cruel, only to be kind:Thus bad begins, and worse remains behind.