Comunidade luso-holandesa de Malaca agonizou com o jogo de ontem e lembra-nos que a globalização começou há 500 anos.
Há uns anos atrás, durante uma viagem LX-Setúbal (a bordo duma carroça da Rod. Nacional), ia eu a ouvir as notícias do fim da tarde.
Estava a ouvir a TSF, onde um jornalista reportava desde Malaca.
Ouvem-se vários testemunhos, entre eles uma senhora a explicar como era a sua receita de Cozido à Portuguesa que lhe tinha ensinado a mãe, mas a que tinha acrescentado coisas da receita da família da sogra - o díficil era encontrar bons enchidos...
O último entrevistado é um velho pescador reformado. Fala enquanto arranja umas redes, se bem me lembro.
Que os tempos eram díficeis, que o mar tinha-lhe dado uma vida dura, ali, naquela aldeia perdida no fim do mundo, entre o Índico e o Pacífico.
No entanto quis descançar quem o ouvia do outro lado do mundo. Apesar de tudo, pretendia ali ficar até morrer. Não tinha intenções de voltar para casa. "Para Portugal" disse ele.
Malaca também foi Portugal durante 130 anos, até 1647. Há 400 anos.
Senti-me tão ou mais orgulhoso de ser português nessa tarde que ontem à noite..
Hoje li isto. E continuei a sentir-me muito orgulhoso de ser português. Vivam o Cozido, o Figo, a Sardinha assada, o Cristiano, a Alheira, o Ricardo, ......!!!!
Mais sobre Malaca (escrito por um brasileiro, recolhido pelo Instituto Camões):
http://www.instituto-camoes.pt/arquivos/lingua/ecos.htm