A NÃO PERDER
A opinião de Miguel Sousa Tavares no "Público" sobre o conflito israelo-palestiniano. A não publicação das fotografias das torturas inflingidas pelos soldados americanos aos prisioneiros iraquianos no Independente, ao contrário do que fez o "Público", é um caso típico. As fotos das vítimas israelitas são muito mais convenientes, não são? Esperam-se comentários também da direita blogosférica, a começar pelo sempre tão frenético Acidental. Talvez lendo o Sousa Tavares, o Paulo Pinto Mascarenhas compreenda o que eu queria dizer com os "comentários laterais e bastante suaves a Guantánamo", , pelos acidentais deste mundo, quando comparados com a forma como tratam a situação em Israel e fecham os olhos aos palestinianos. Onde é que está a má-fé? Esteja descansado, Paulo, que uma explicação mais completa irá seguir dentro de momentos.
P.S. - Só para ver se também funcionava.
Confesso que ainda não havia visto as fotos, e fiquei sem palavras. E realmente no que diz respeito á selecção informativa por parte dos media, verifica-se a hipocrisia de uma visão unilateralista baseada em critérios de discriminação cultural e étnica para os quais ainda não encontro sequer um começo de explicação.
Seja de que lado for, a relativização da agressão e morte não é aceitável. Não há mortos melhores que outros, ou mais justificados. ( bem, posso abrir uma excepção para o "rei" da Coreia, mas enfim...)
Estas práticas abjectas podem não ser terrorismo, mas dão um outro lado ao terror. E especialmente, à impunidade. Além disso, mostram bem o calibre de quem comanda esta fantochada que é a situação no Iraque, assim como outras coisas.
Lamentável.
Abraços