março 29, 2004

MAFALDA, A BALZAQUIANA

Posted at março 29, 2004 11:32 AM in Showblitz .

Há uns anos, adorava ler a Mafalda. Ria-me que nem um perdido, deliciava-me a descobrir os segundos sentidos sócio-políticos, divertia-me a identificar as classes sociais que cada uma das personagens representava: Manelito, o capitalista, Susaninha, a reacção católica, Filipe, a juventude indigente e sonhadora, os pais da Mafalda, a classe média, Liberdade, a esquerda utópica, etc.
No entanto, há quase dez anos que tenho uma grande luta interior para comprar o álbum Toda a Mafalda. Parte de mim diz "compra", parte de mim diz "não".
A dúvida não se deve a receios de novos álbuns melhorados ou mais baratos, como é truque corriqueiro no mercado editorial. O meu problema é a suspeita crescente que a Mafalda não é um cartoon tão intemporal como acreditava ou este artigo afirma.
De cada vez que o folheio tenho a sensação crescente que as personagens são estereotipadas e superficiais, as situações e contextos datados, a referências anacrónicas no mundo de hoje. Especialmente, se compararmos com o delírio filosófico-social que é o Calvin & Hobbes.
Criança ou não, desconfio que a Mafalda envelheceu muito mal.

Comments

Compra o Livro!
:-)
A Mafalda faz parte de um tempo que vivemos; é bom termos recordações dos bons tempos.

Posted by Marco Oliveira at março 29, 2004 11:47 AM

Não podia concordar mais com o Marco - compra o livro, pá!
Eu já o tenho, não é muito caro e é um delírio folheá-lo de vez em quando.

Posted by MA at março 29, 2004 01:16 PM

But to my mind, though I am native here And to the manner born, it is a custom More honoured in the breach than the observance. vinnie Your hearts are mighty, your skins are whole.

Posted by vinnie at dezembro 2, 2004 09:29 AM

How use doth breed a habit in a man. chuck But, for my own part, it was Greek to me.

Posted by chuck at dezembro 2, 2004 09:29 AM
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