Os leitores do Público, por módicas quantias, têm direito a enciclopédias à terça, romances à quarta, DVDs à quinta, material de Carlos Paredes à sexta e livros de arte ao sábado.
Os do DN têm acesso a DVDs, livros ligados ao cinema, fascículos sobre desporto, cupões de desconto em cinemas e restaurantes ao domigo e, brevemente, uma enciclopédia multimédia.
O JN disponibiliza todos os dias talismãs da sorte e uma História de Portugal ao domingo, além de já ter oferecido libras de ouro, copos de cristal, um manual de boas-maneiras, uma BD e uma colecção de vinhos.
O CM tem a enciclopédia, livros de BD, promove o concurso de Misses e mais uma série de quinquilharia.
Pois eu digo: chega de inutilidades.
Senhores directores de jornal, eu quero que o meu jornal venha com coisas realmente úteis: legumes, leite, café, latas de atum, botijas de gás, CDs regraváveis, descontos nas chamadas de telemóvel, cafeteiras eléctricas, batatas, cebolas, fraldas, rolos de papel higiénico, vassouras, piaçabas, pacotes de bolachas, pizzas congeladas, bacalhau demolhado, pensos higiénicos, lâminas de barbear, preservativos, paracetamois, aspirinas, pastas dentífricas, iogurtes e chá gelado.
De uma vez por todas deixem de fingir que são fontes de informação e assumam-se como catálogos de venda directa.
E guronsans, pistachios, esfregonas,alhos, um bom vinho de quando em vez e etc, etc, etc, etc...
Ó J, essa dos preservativos é que eu não concordo - então e os leitores católicos?