Após a leitura de 3678 blogues (aproximadamente) de todas as tendências, detectei duas tendências maioritárias:
1) Os que se preocupam com as consequências do xeque visado e têm dúvidas sobre a sua legalidade.
2) Os que se preocupam com as consequências do xeque visado, têm dúvidas sobre a sua legalidade mas se alegram à mesma.
O Pedro Mexia, por exemplo, estabelece comparações com as mortes de Ceausescu, Khomenei, Mobutu ou Castro. No entanto, enquanto as mortes destes foram/serão positivas porque marcam o fim dos regimes que lideram (ou pelo menos a sua abertura, no caso do Irão), não estou bem a ver como é que o xeque cruzado vai melhorar a situação em causa.
Pelo contrário, desconfio que a vai agravar e não consigo satisfazer-me com um acto cuja consequência lógica acredito vá ser mais vítimas inocentes (de ambos os lados).
Se estes blogues se satisfazem com a morte como castigo... Bem, a morte é inevitável e a questão é mais do que é uma boa morte ou uma má morte. Para mim, como típico burguês, uma boa morte é durante o sono, já velho e na minha própria cama. Mas tenho fortes suspeitas que, para alguém que passou toda a sua vida a conspirar, planear e comandar operações sangrentas contra quem considera ser seu inimigo, uma boa morte será morrer em combate contra esse mesmo inimigo, crendo que obteve uma vitória e que a sua morte será ferozmente vingada pelos seus correligionários.
E pensar que, nesse dia, em Gaza, entre as pernas decepadas, torso estilhaçado e o charco de sangue, estava um rosto sem olhos exibindo um enorme sorriso de felicidade, não me parece muito mais satisfatório que saber que o Sani Abacha morreu durante uma orgia com três prostitutas.